METRÔ, Transporte Público com Excelência..

 O Metrô de São Paulo sempre se orgulhou de seus colaboradores, muitos deles crescendo dentro da empresa, partindo da base da pirâmide e compartilhando sua experiência em diferentes departamentos. Cada nome é uma lembrança orgulhosa. São profissionais que sempre abraçaram o honroso uniforme da empresa.


No entanto, a empresa enfrenta um momento único, uma oportunidade para valorizar ainda mais seu serviço de atendimento de excelência. Parece haver uma intenção de fechar as portas para um dos cargos mais essenciais desde a criação da companhia em 1968: o atendimento na linha de frente. Este tem sido o cartão de visitas do Metrô, sua maior fonte de orgulho, lembrado em pesquisas e famoso por sua incessante busca de excelência e prontidão. Ao fechar esta porta, ao eliminar o Operador de Transporte Metroviário (OTM), o Metrô estaria rompendo com a ligação entre seus processos de trabalho, sua competência e seus métodos consagrados com os clientes que o visitam diariamente, comprometendo sua identidade e a receita de sucesso.


O Metrô não é apenas tecnologia e trilhos; ele é reconhecido por seu atendimento exemplar. A terceirização, já conhecida, não necessariamente manterá o padrão de qualidade, e a empresa perderá a agilidade e a liberdade de ação, além de entregar ao "privado" um patrimônio que pertence ao "povo", à cidade, afinal, o metrô também é seu.


A equipe que bate recordes de atendimento não pode ser simplesmente descartada. Isso não é saudosismo, mas o reconhecimento de que empresas terceirizadas não alcançarão os mesmos padrões de treinamento e práticas, sem falar nos salários irrisórios que temos visto em setores que já foram privatizados, como as bilheterias, por exemplo.


O Metrô é mais que uma marca; ele é conhecido por seu atendimento de excelência. Não podemos desvalorizar um produto que é ótimo. Foram mais de 50 anos de empenho para criar o 'jeito Metrô de atender e transportar'. Erros ocorreram, mas o respeito e a atenção exemplar ao passageiro sempre existiu.


As mudanças em discussão não envolvem apenas a defesa de cargos, mas a preservação de uma cultura de atendimento, treinamento e respeito aos clientes. Devemos agir com cautela e sabedoria, valorizando o que conquistamos diante de um público tão exigente.


Manter o controle das linhas 1, 2, 3 e 15 é manter laboratórios de ideias, ações, evoluções e negócios que vão aumentar o conhecimento e riqueza do metropolitano para que novos projetos sejam implementados com a autonomia e o know-how que só o metrô tem. É entender que um Metrô de qualidade depende de funcionários comprometidos, respeitosos e fiéis aos conceitos criados ao longo de décadas. Isso inclui rever os planos de terceirização da linha de frente, onde a Companhia colhe frutos fidedignos.


A inexperiência no gerenciamento do transporte em São Paulo pode levar a decisões precipitadas. A cidade é singular em sua complexidade, e abrir mão do contato direto com o público, entregando essa responsabilidade a terceiros que mal conseguem vencer uma licitação, pode comprometer a autonomia, a eficiência e prejudicar gravemente a imagem de uma organização cuja marca registrada é a qualidade e o respeito aos passageiros, conquistados com dedicação ao longo de quase 50 anos de operação."


Em resumo, a solução para essa questão está em agir com cautela e sabedoria, preservando o compromisso com o público exigente que nos confiou. A dignidade, o respeito e a marca registrada da empresa são preciosos e não podem se perder em mãos gananciosas e ávidas por lucro a qualquer custo.

José Monaco

Outubro 2023

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